domingo, 18 de julho de 2010

candidatos ao Governo fazem planos para a segurança publica

O portal Nominuto.com continua essa semana a edição especial deste domingo sobre segurança pública. A matéria faz parte da série que tem o objetivo de que nossos leitores possam conhecer as ideias e propostas dos oito candidatos ao Governo do Estado. Na segunda edição da série perguntamos aos candidatos? “O que o senhor planeja para a segurança pública do Rio Grande do Norte?”

Na matéria a seguir, você confere as respostas dos oito candidatos ao Governo do Estado. Hoje, o Rio Grande do Norte tem como índices: aumento de 26,3% na apreensão de armas; os roubos a estabelecimentos comerciais caíram 33,6%, roubos e furtos de veículos mostram uma queda de 17,2% e os roubos a pessoas caíram 32,9%.

Confira as respostas dos candidatos:

Carlos Eduardo (PDT) - Eu acredito que o problema da falta de segurança no RN pode ser resolvido a partir de cinco frentes: redistribuição operacional das polícias civil e militar no interior do estado e na Região Metropolitana de Natal; valorização dos agentes; fortalecimento da inteligência e do policiamento preventivo; reforma física das unidades de segurança; e reincorporação do sistema penitenciário à segurança pública e defesa social. O policiamento não pode continuar sendo planejado “às cegas”: é preciso adotar uma estratégia baseada em estatísticas de ocorrência e no fluxo de turistas, realizar patrulhamento diferenciado nos bairros e nas áreas comerciais e criar corredores de segurança nas principais estradas de nosso estado. Para melhorar o patrulhamento e o atendimento aos cidadãos, nós vamos implantar computadores conectados à internet nos veículos: as pessoas poderão prestar queixa nas próprias viaturas, e as estatísticas serão alimentadas em tempo real, facilitando a adoção de medidas rápidas e eficazes. Outra meta importante é remover os presos das delegacias. Por fim, é preciso dizer que nenhuma dessas medidas terá sucesso isoladamente. Nosso Programa de Governo (http://bit.ly/aocXvk) obedece ao princípio da transversalidade: para que a violência diminua, é preciso também fazer investimentos na Educação, Saúde, Infraestrutura, Cultura, Esporte, Lazer, Habitação e Turismo de forma planejada e integrada.

Iberê Ferreira de Souza (PSB) – O combate à violência é hoje o maior desafio do poder público no Brasil, em todos os níveis de governo. Embora o Rio Grande do Norte seja um dos estados do País com menores índices de criminalidade, não estamos fora desse contexto. Nos últimos anos, a Segurança tem recebido atenção prioritária do Governo do Estado. Reforço no efetivo, aquisição de novas viaturas e armamentos, treinamento da tropa, modernização da estrutura e do serviço de inteligência, valorização do policial. Mas, ainda temos muito em que avançar. Nossa prioridade absoluta será o combate ao tráfico e ao uso de drogas em nosso Estado. Vamos ampliar o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) que chegará a todas as escolas públicas e privadas do Estado. O programa Ronda Escolar - que hoje funciona em Natal - será expandido para o interior, beneficiando todas as cidades-polos das regiões do Rio Grande do Norte. Estamos implantando um policiamento especial nos municípios que fazem fronteira com outros estados. Adquirimos viaturas especiais e estamos reforçando o efetivo nessas cidades. Nosso próximo passo será criar um Batalhão de Fronteira, cujo objetivo prioritário é impedir a entrada de drogas e armas em nosso Estado. Também vamos lutar para ampliar o efetivo da Polícia Federal no RN, uma reivindicação antiga e necessária para a eficiência do combate ao tráfico de drogas. A ação policial só alcança os resultados esperados e planejados com investimento no setor de inteligência. Natal ganhou este ano um moderno Centro Integrado de Operações Especiais, que controla e direciona todo o aparato policial. O serviço, conhecido como Ciosp, está chegando a Mossoró ainda este ano e será expandido para os 15 municípios mais populosos do Rio Grande do Norte.

Rosalba Ciarlini (DEM) - O Rio Grande do Norte empacou, andou de lado e está ficando para trás na corrida pelo desenvolvimento e na Segurança Pública não é diferente. A expectativa gerada nas urnas, oito anos antes, foi abortada por gestores que traíram a confiança da população e não souberam fazer o nosso estado acontecer. Na segurança pública vamos modernizar e assegurar o financiamento suficiente e permanente do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social que proporcione estrutura física, equipamentos, armamentos e veículos adequados à segurança e ao conforto dos cidadãos, dos serviços e dos operadores do sistema. Instituir programas permanentes que promovam o uso das novas tecnologias, a integração entre as polícias estaduais e os demais atores públicos e privados, a qualificação continuada dos recursos humanos, a transparência e o controle social. Entre outros programas vamos implantar o "Inquérito Policial Eletrônico", combater o desvio de função dos servidores e melhorar o índice de esclarecimento de crimes. Vou colocar em prática a filosofia do projeto "Ronda do Quarteirão" que no Ceará está dando excelentes resultados. Ampliar, interiorizar, equipar e especializar os serviços do ITEP, garantindo uma perícia eficiente e eficaz. Reestruturar, modernizar e ampliar os serviços do Corpo de Bombeiros e da PM. É preciso mais policiais, novos equipamentos e novos modelos de relacionamento com a sociedade. É preciso cuidar de nosso policial com assistência psiquiátrica, requalificação e treinamento constante. E com a Força da União vamos fazer o RN acontecer.

Roberto Ronconi (PSDC) - Sem nenhuma duvida segurança é hoje se não a maior, uma das principais preocupações e necessidade da sociedade. Como governador pretendo em primeiro lugar isolar e dificultar ao máximo o acesso da criminalidade e da marginalidade ao nosso estado. O RN será transformado em um grande condomínio habitacional com proteção para todas as classes sociais com entradas e saídas principais e secundarias vigiadas e interligadas online, monitorizadas 24 horas com todos os órgãos de segurança estadual, federal e internacional. Ninguém entra ou sai do nosso estado sem identificação e pesquisa de antecedentes criminais.O RN será um imenso condomínio residencial, onde marginal não entra! Porque a maioria das pessoas estão optando em morar em condomínios? Para ter maior segurança e total controle de acesso as pessoas estranhas. Para a implantação desse projeto será necessário rever e reestruturar a infraestrutura dos órgãos, equipamentos e profissionais ligados diretamente na área. É preciso justiça salarial reconhecimento da sociedade com participação efetiva lembrando que o capital de trabalho do policial é a sua vida! Segurança pública é um problema social que passa por total assistência governamental, pela educação, saúde e distribuição de renda. Toda atitude ou ação meramente repressiva nada solucionará, pois o crescimento demográfico em um pais e em um estado como o nosso é extremamente ativo. A paz e a segurança da sociedade passa pela total reforma nos meios de ensino, envolvimento de mestres, alunos, pais e escola por escola. Pelo respeito multo ao proximo e por ação coletiva: a paz do RN começa em cada cidadão.

Sandro Pimentel (Psol) - A violência é cada vez mais assustadora e muitas vezes as pessoas tornam-se reféns do tráfico de drogas. Medo tem sido a palavra presente na cabeça das pessoas, do rico ao pobre. O RN vive uma combinação perversa: a desestruturação dos órgãos de segurança pública, que se expressa na falta de aparelhamento da polícia civil e a escassez de Policiais Militares, aliás, nem delegados existem em grande parte dos municípios. As delegacias não são interligadas eletronicamente e os coletes, onde existem, estão vencidos. Treinamentos, nem pensar. Falta um gestor público no comando do estado. Crianças e jovens tornam-se alvo de recrutamento do tráfico e das gangs, muito vezes, roubando ou se prostituindo, sem falar do drama que se esconde atrás da juventude que limpa pára-brisa nos semáforos ou são escravizadas em várias fazendas. Nesse sentido, propomos: Prevenir a violência defendendo as pessoas e resgatando a juventude abandonada; Garantir segurança nos espaços públicos de convivência e lazer; Ampliar nosso sistema de inteligência, estreitando a relação entre as polícias; Parceria com as prefeituras de modo a revitalizar as praças para serem ocupados dia e noite com atividades culturais e esportivas; Teremos ações de governo tendo como alvo as crianças e jovens, principais vítimas do círculo da exclusão social e da violência; Realizar conferências estaduais da juventude para construirmos as políticas públicas que envolvam o setor, dando-lhes uma perspectiva de futuro, evitando que sejam seduzidos pelo mundo do crime; Garantir acesso à educação e qualificação profissional; Treinar anualmente os policiais militares e civis; Centrais de monitoramento eletrônico nas regiões mais violentas do estado, em cooperação entre as polícias; Campanhas para estimular denúncias de agressores às mulheres; Construção de uma casa abrigo em cada cidade pólo do RN, contendo orientação e formação profissional, bem como infra-estrutura necessária para assistir as mulheres e filhos em situação de violência e ampliaremos o atendimento nas delegacias das mulheres, de forma a atender por 24 horas, todos os dias.

Simone Dutra (PSTU) - A violência urbana é um problema que tem origem nas outras graves mazelas sociais. Só existe a violência porque existe miséria, desemprego, fome e nenhuma perspectiva de futuro, principalmente para a juventude. No capitalismo os serviços de educação, água, saúde, saneamento, habitação, transporte e segurança não funcionam com objetivo de respeitar os direitos e as necessidades dos trabalhadores e da população pobre. Atualmente, no Brasil, a grande mídia vende a imagem de que vivemos em um Estado Democrático, cumpridor das leis, com uma polícia e um Judiciário neutros, e que, agora, com os Governos Lula, Iberê e Micarla os trabalhadores e a população pobre têm direitos a segurança, emprego, saúde, educação, etc. Esses direitos foram negados por Fernando Henrique, Agripino, Garibaldi, Vilma e hoje continuam sendo negados por Lula e seus aliados. Todos os governos até hoje, inclusive os de Wilma de Faria e o de Iberê Ferreira, só fizeram aumentar a repressão como único caminho para se acabar com a violência. A política de mais polícia nas ruas só traz mais insegurança para a população pobre e os trabalhadores, que são os que mais sofrem com a violência. No Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, onde os governos aumentaram o número de policias, a quantidade de armas e de viaturas nas ruas, a violência não diminuiu. Além disso, a ação policial sempre é direcionada para as camadas pobres e negras do povo. Quem não se lembra da recente mega operação da polícia do governo Iberê em uma favela de Natal, que usou até helicóptero para prender três jovens negros inocentes? Ou contra os trabalhadores sem terra e sem teto? Quem se lembra de alguma operação policial em condomínios de luxo ou em bairros considerados nobres? Ninguém lembra porque a polícia não é neutra, sendo assim, ela só reprime nos bairros da periferia. Nos bairros dos ricos a polícia não vai porque é neutralizada pelos governos, por políticos corruptos e empresários.

Camarada Leto (PCB) - Entendemos que para resolver o problema da segurança publica no estado, compete entender que a questão não se restringe apenas a contratações, salários e melhores condições de trabalho para policiais, mas sim, compreender que sem um investimento forte na área da educação o serviço nessa área nunca será otimizado. É preciso combater as causas do problema e não as conseqüências, usando apenas a força repressora do estado burguês. Por isso propomos no campo preventivo: forte investimento na área da educação como forma de prevenção a o crime. Conseqüência disso melhores salários para professores acima do piso nacional. O professor é o pai e mão das profissões é preciso valorizá-lo; fazer das escolas, instrumentos de formação não apenas curricular, mas com uma ampla visão de mundo formando cidadãos; fazer parcerias com escolas e o terceiro setor no sentido de proporcionar cultura, educação e lazer para a população; políticas publicam e sociais discutidas com o povo e que o atinja efetivamente. No campo policial, vamos fazer da policia uma instituição mais próxima do povo, usando força repressora apenas em condições emergenciais onde dialogo não se estabeleça; proporcionando desse modo, mais segurança a população; valorizar os bons policiais e coibir de forma enérgica os atos ilícitos de maus policiais; reordenar e gerenciar melhor as policias, sobretudo a militar, a fim de otimizar os serviços de combate ao crime trafico de drogas e violência; fortalecimento das policias, com todos os equipamentos necessários para que haja condições efetivas contra a violência e o crime, dentro de uma nova doutrina de segurança popular, cujos elementos centrais serão sua transformação em instrumento a serviço da população e do Poder Popular.


Bartô Moreira (PRTB) - A missão principal do nosso governo será Segurança direito de todos! Nossa proposta para a segurança é a criação de gabinete institucional de prontidão com estrutura física de prontidão para uma resposta rápida e eficaz às ações criminosas no estado. Criação do sistema de prevenção de ações criminosas através da integração de sistemas de informações e aparelhamento adequado às estruturas do estado, bem como integração das Policias, militar, civil e federal. Na ação da Operação Sempre Alerta, vamos criar um Centro de Operações de Segurança (C.O.S.) com estrutura física aparelhada com a melhor tecnologia de operações de prevenção e dissuasão disponível no mercado e em condições de atuação nas 24 horas do dia para dar a resposta necessária às eventuais ações criminosas no estado. (ao inimigo só se dá... a certeza do combate). O segundo passo é a realização de eventos especializados na melhoria da área de segurança para: elaboração do Plano de Segurança Integrada em Parceria Público Privada (PPP segurança integrada) para realizar eventos de segurança (Fórum, painéis de segurança e reuniões de elaboração do planejamento estratégico) onde serão convidados os gestores e ou seus representantes de todas as instituições ligadas à segurança no Estado do Rio Grande do Norte, sejam elas públicas e privadas de todos os níveis de governo, para que possam apresentar suas sugestões e contribuições para o nosso Plano de Segurança do Estado. Outro passo é a montagem de grupos de trabalho para a elaboração e efetivação do plano de segurança integrada; montagem do Gabinete de Segurança Integrada para integração de forças e todo aparato de segurança existente no Estado (todos têm a mesma missão: oferecer segurança ao cidadão) em prol da melhoria dos seus serviços prestados ao povo do Rio Grande do Norte e para os nossos tão importantes turistas.
Fonte: Nominuto

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