terça-feira, 27 de abril de 2010

Quadrilhas de "forasteiros" atacam interior do Rio Grande do Norte

Por Thyago Macedo

Nos últimos dias, várias cidades do Rio Grande do Norte foram vítimas de assaltos praticados por quadrilhas. Para a polícia, as ações criminosas são cometidas em sua maioria por “forasteiros”. Em todas as regiões, mas, principalmente, no Oeste e no Seridó, os bandidos têm tirado o sono dos comerciantes e dos que trafegam nas estradas.

Para o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar em Caicó, coronel Cipriano, os bandos vêm de estados como a Paraíba e o Ceará. Ele não descartou, no entanto, a participação de pessoas do Rio Grande do Norte.

“Geralmente, os criminosos que assaltam aqui na região estão fugindo pelas cidades de Santa Luzia e Patos, na Paraíba. Com isso, acreditamos que são pessoas de lá. Mas, também investigamos a presença de pessoas daqui que atuam nas quadrilhas passando informações sobre os pontos de assalto”, destacou.

Coronel Cipriano informou também que a polícia local está fazendo um trabalho em parceria com a polícia de Patos. “Nós entramos em contato com o comando de lá para que possamos trabalhar juntos e impedir essa prática. Inclusive, estamos com uma estratégia nova de policiamento, no qual o patrulhamento é reforçado nos horários em que os crimes vinham sendo cometidos”.

A última ação criminosa registrada pelo 6º Batalhão aconteceu nesta segunda-feira (26), quando uma quadrilha montou uma falsa blitz na divisa entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, próximo a cidade de Serra Negra. Na ocasião, os bandidos estavam rendendo os motoristas que passavam pelo local e assaltando.

Além disso, na última sexta-feira (23), os bandidos levaram malotes contendo R$ 16 mil. O assalto aconteceu em frente ao Banco do Brasil de Caicó, onde a fundação Souza Cruz deixaria o dinheiro. O oficial da Polícia Militar informou ao Nominuto.com que atualmente 50 homens estão trabalhando na região Seridó no policiamento ostensivo.

A reportagem também ouviu o titular da 2ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Mossoró, delegado Caetano Baumann. Assim como o coronel da PM, ele atribuiu a quadrilhas forasteiras os assaltos realizado na região Oeste.

“Nós diminuímos muito a criminalidade nos últimos anos. Hoje, não temos mais registros daquelas grandes roubos, com grandes quadrilhas”, disse. Apesar disso, o delegado reconheceu que vários grupos agem na região, assaltando pontos comerciais.

“O que vemos hoje são grupinhos que assaltam casas lotéricas, estabelecimentos comerciais como grandes Farmácias ou lojas que vendem jóias. Geralmente, esses crimes são cometidos por pessoas de fora”, comentou.

De acordo com Caetano Baumann, a violência é fruto da impunidade. “A polícia trabalha e desarticula uma quadrilha. No entanto, em pouco tempo a justiça solta essas pessoas, que se juntam com os mais novos e vão praticar nonos crimes”, avalia.

Apesar de reconhecer a existência de grupos de outros estados atuando dentro do Rio Grande do Norte, o delegado frisou que problemas sociais também contribuem para a marginalidade. “Aqui em Mossoró estamos vivendo um momento difícil. Temos uma má distribuição de renda e falta de emprego. Com isso, os jovens estão entrando no mundo das drogas, o que acarreta uma sequência de outros crimes”.
Já na 7ª Delegacia Regional, em Patu, o maior problema enfrentado pela polícia tem sido os assaltos nas estradas. Embora a Secretaria de Segurança Pública tenha intensificado o policiamento na região, através da Operação Oeste, as estradas carroçáveis são pontos fáceis para os bandidos.

Geralmente, as quadrilhas atacam ônibus, utilizando-se de falsa blitz ou simplesmente, perseguindo e obrigando os motoristas a pararem os veículos. Como as estradas são de difíceis acessos, os criminosos conseguem fugir sem serem alcançados pela polícia.

Fonte: Nominuto

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